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Mostrando postagens de setembro, 2018

O Império Romano

A implantação do império trouxe paz e estabilidade a Roma. Milhares de soldados romanos guardavam suas fronteiras, enquanto imperadores e administradores construíam estradas e grandes cidades, servidas por elaborados sistemas de água e esgoto. O sistema jurídico e administrativo e um idioma comum (latim no Oeste e, mais tarde, grego no Leste) mantinham a unidade territorial. O comércio e a influência de Roma iam muito além das fronteiras do império, alcançado a Índia, a Rússia, a Ásia e, através da Rota da Seda, a China.  Os imperadores romanos diferiam em capacidade. Cláudio (41-54) conquistou a Grã-Bretanha em 43; Nero (54-68) foi um tirano cruel, que ordenou a queima de cristãos. Trajano (98-117) expandiu o império até seu tamanho máximo; Adriano (117-138) limitou uma expansão maior, construindo uma muralha com seu nome, no Norte da Grã-Bretanha. Em 286, com propósitos administrativos, o imperador Diocleciano dividiu o império em duas partes: a oriental e a ocidental (que de...

A República Romana

No ano 509, os nobres de Roma transformaram o reino em uma república governada por dois cônsules eleitos por um senado. A civilização que surgiria dessa antiga cidade - suas realizações culturais, linguísticas e tecnológicas - duraria por mais de mil anos e, a certa altura, incluiria grande parte da Europa, o Norte da África e o Oriente Médio. Nos séculos que se seguiram a 509, Roma foi se tornando mais poderosa. Em 272, após derrotar os etruscos, os samnitas e os colonos gregos da Itália (e de construir a Via Ápia, uma de suas estradas mais famosas), assegurou o domínio da península Itálica. Conflitos com Cartago deflagraram as Guerras Púnicas (267-146), nas quais despontou o general cartaginês Aníbal. Em 146, entretanto, os romanos destruíram Cartago e se apoderaram de diversos territórios da Sicília, Espanha e do Norte da África. Depois, com as quatro Guerras Macedônicas, estenderam seu poder até a Macedônia, Grécia e partes da Anatólia. Porém, os poderosos partas, na Pérsia,...

Alexandre, o Grande e o Período Helenista

Em 339, a conquista da Grécia por Filipe II, a Macedônia (um reino vizinho governado por uma aristocracia militar), marcou o início do que iria se tornar o Período Helenista da Grécia ( c. 323-30). Soldado excepcional, Filipe II revolucionou as operações militares na Grécia mediante a utilização da cavalaria e de técnicas de cerco (usadas somente pela Assíria). Filipe foi assassinado em 336, e seu sonho de conquistar o Império Persa continuou com seu filho de 21 anos, Alexandre III - aluno de Aristóteles, o grande filosófico macedônio -, que mais tarde seria conhecido como Alexandre, o Grande. Herdando o excelente exército de seu pai, Alexandre iniciou uma campanha que durou 11 anos, e criou o maior império que o mundo já conheceu, firmando-se como um dos maiores gênios militares da história.  Após assumir o trono, invadiu a Pérsia e derrotou o rei Dario na Batalha de Isso, em 333 (libertando as cidades gregas Anatólia). Depois controlou a Síria, destruiu a cidade fenícia de T...

A Grécia Antiga e o Nascimento da Democracia

Os anos obscuros que se seguiram à queda da civilização miceniana acabaram levando ao surgimento de poderosas cidades-estados na Grécia. As realizações científicas e culturais da Grécia antiga iriam se difundir por um vasto território, influenciando profundamente o Império Romano e a civilização ocidental. No início de 730 a.C., as cidades gregas começaram a se desenvolver, assim como seu comércio marítimo e a produção agrícola. Isso foi propiciado, em parte, pelo Império Assírio, cada vez mais poderoso e ávido por produtos importados. Foi assim que as cidades gregas se transformaram em cidades-estado, com Atenas, Esparta, Corinto e Tebas despontando como as mais poderosas no Período Arcaico (650-480). Frequentemente em guerra, essas cidades-estado se encontravam pacificamente de quatro em quatro anos no mais prestigioso evento esportivo na Grécia: os Jogos Olímpicos. O aumento do comércio deu origem a um sistema flexível de escrita (que adaptou e aprimorou o alfabeto fenício) e...

Os Etruscos e a Fundação de Roma

Os etruscos eram habitantes da antiga Etrúria (que corresponde de forma aproximada à moderna Toscana, na Itália), cujas cidade-estado formava uma frouxa aliança. A cultura etrusca se desenvolveu na Itália a partir de 800 a.C. Nos séculos VI e VII a.C., os etruscos dominavam grande parte da Itália central. A origem dos etruscos permanece um mistério. Uma das teorias é que eles vieram da Ásia, em seguida ao colapso do Império Hitita. Os etruscos utilizavam um alfabeto derivado do grego, mas seu idioma ainda não foi decifrado. Ricos vestígios arqueológicos, no entanto, testemunham uma forte tradição artística, que incluía impressionantes trabalhos em bronze e esculturas figurativas. Sua arte e arquitetura tiveram grande influência sobre Roma. Foram o primeiro povo a construir cidades inteiras com traçado ortogonal, e suas mulheres participavam livremente da vida pública. Eram também conhecidos por seu poder naval.  No final do século VI a.C., no entanto, os etruscos acabaram ex...

As Dinastias Chin e Han da China e Confúcio

Entre 485 e 221, a China encontrava-se dividida em diversos reinos e Estados, entre eles o de Zhou, que competiam entre si. Nesse, contexto, surgiu o Reino de Chin (do qual se deriva o nome China), que em 221 formou o primeiro império unido da china.  O imperador Chin instituiu uma rígida forma de governo, e estabeleceu um sistema unificado de escrita, pesos e medidas. Preocupado com as tribos errantes do Norte, mandou edificar a Grande Muralha da China (interligando muralhas defensivas anteriores) e ordenou a confecção de estátuas em tamanho natural de todo um exército, o que se tonou conhecido como "o Exército de Terracota". A dinastia Chin só existiu até o ano 207, mas durante seu breve governo estabeleceu as fronteiras aproximadas e os sistemas administrativos básicos da China moderna.  A dinastia Han, que durou muito tempo (206 a.C. - 220), consolidou firmemente a cultura chinesa (de modo que han se tornou a palavra chinesa para pessoas dessa etnia), As artes cênica...

Os Impérios Maurya e Gupta e a Era Dourada da Índia

Importante e politicamente poderoso, o Império Maurya (c. 321-185) foi o primeiro exemplo de um sistema de Estados no subcontinente indiano. Foi fundado por Chandragupta Maurya, que conquistou o Reino de Nanda, no Nordeste da índia, e, em 305, assumiu o controle de algumas províncias do Afeganistão e de grande parte do atual Paquistão, após uma vitória sobre Seleukos, ex-general de Alexandre, o Grande.  O filho de Maurya dominou a maior parte do Sul da índia, e seu neto, Asoka, após conquistar o pequeno Reino de Kalinga, dedicou boa parte do seu reinado a promover o budismo. Após a morte de Asoka, em 232, o império se fragmentou em pequenos reinos,como os principados gregos do Punjab, em 170, e, em 50 d.C.. o Império Kushana, no Norte da Índia. Este último acabou se tornando vassalo do Império Sassânida em 240 d.C.  Em 320 d.C., Chandragupta I, governante do Reino de Magadha, aumentou seu império, que, sob os reis guptas subsequentes, cresceu até englobar a maior parte d...

O Budismo

A fé budista tem origem nos ensinamentos de Sidarta Guautama, nascido em 563 no Norte da Índia. Guautama provinha de família abastada, mas aos 29 anos decidiu renunciar às riquezas e viver como mendigo, de modo a poder procurar o verdadeiro sentindo da vida. Em 528, sentado sob uma figueira,* ele encontrou a Iluminação. Desde então dedicou sua vida a ensinar aos outros o que havia aprendido.  O tema central de seus ensinamentos (o darma) e do budismo postula que todos os fenômenos estão ligados por uma cadeia de dependência; que o sofrimento do mundo é causado pelo desejo egoísta; que alguém só se liberta do ciclo de renascimento caso siga o caminho do Buda, e que o objetivo da vida é alcançar o estado de "nirvana", literalmente a "extinção do desejo".   Sidarta Guautama tornou-se conhecido como o Buda ("o Iluminado"). Após sua morte, por volta de 482, vários monges difundiram seus ensinamentos no Norte da Índia. No século III a.C., Asoka, imperador ...

A Era Cartaginesa

A cidade de Cartago, situada na costa da atual Tunísia e fundada pelos fenícios em 814, cresceu rapidamente e se tornou uma das maiores cidades da costa norte-africana. Sua fundação é a base de várias lendas, em particular a que inspirou o poeta romano Virgílio em sua obra Eneida , na qual a rainha Dido, após fugir da cidade fenícia de Tiro, funda Cartago.  Por volta de 600, Cartago se libertou do controle fenício e tronou-se um importante centro mercantil, ligando o interior africano com o mundo mediterrâneo. Sua riqueza se baseava na navegação e no comércio, além da exploração de minas de prata no Norte da África e Sul da Espanha.  Os interesses de Cartago no Norte da África,na Espanha e na Sicília (onde estabeleceu colônias) acabaram lhe acarretando conflitos, primeiro com a Grécia, no século V, e depois com Roma, nas Guerras Púnicas, que se iniciaram em 264. Na segunda Guerra Púnica (218-201) o exército de Cartago foi liderado pelo comandante da Espanha, Aníbal, qu...

O Reino de Cuche

O Reino de Cuche - o Estado africano mais importante da Antiguidade depois do Egito - surgiu nas terras altas da Núbia (hoje sudão) e adquiriu tanto poder que dominou o Antigo Egito por mais de 100 anos. Aproximadamente a partir do ano 2000, o reino foi em grande parte dominado pelo Egito, o vizinho do Nordeste, o que não impediu os cuchitas de desenvolver uma cultura rica e própria. Por volta do ano 1000, com o enfraquecimento da influência egípcia, os governantes cuchitas conseguiram uma nova independência nominal, e por volta de 800 surgiu um novo Reino de Cuche, com capital em Napata. Em 715, os cuchitas, sob liderança dos reis Piye e Shabaka (Sabá), conquistaram o Egito e derrubaram a dinastia egípcia reinante. Até 654 eles governaram o país como faraós, possivelmente a partir de Mênfis, sua nova capital. Então, uma invasão assíria lhes forçou a retirada para Cuche.  A civilização cuchita, entretanto, continuou a prosperar. Por volta de 591, a capital do país foi transfe...

O Nascimento do Cristianismo

Por volta do ano 30, um carpinteiro judeu chamado Jesus, que vivia na Galileia, situada na Palestina judia (então província romana), começou a pregar sobre Deus, a quem todos deveriam obedecer. Seus ensinamentos se tornaram populares, e Jesus logo conseguiu muitos seguidores (12 dos quais, conhecido como apóstolos, escolheu para difundir sua mensagem). Jesus falava de um deus compassivo e misericordioso, um deus de todos os homens e raças, para quem os princípios da caridade, da humildade e da sinceridade superavam os das cerimônias rituais.  Seus ensinamentos o colocaram em conflito com as autoridades, que o viam como um subversivo político e social. Em Jerusalém, foi condenado à morte pelo Sinédrio, a mais alta corte judia, que o levou até Pôncio Pilatos, o governador romano, que determinou que Jesus fosse crucificado. Três dias após a crucificação, os seguidores de Jesus anunciaram que ele ressucitara, o que justificou a crença de que ele era o Messias, ou Cristo ("O Ungi...

Os Hebreus

Os hebreus eram nômades semitas que emigraram para Canaã vindos do leste, no final do segundo milênio a.C. Após derrotar os filisteus ("Povos do Mar" que se estabeleceram na costa da Palestina), o rei Davi (1006-962), com a ajuda do rei fenício Hiram, de Tiro, constituiu uma Palestina unificada, tendo Jerusalém como capital religiosa e política. Após 930, no entanto, o país foi novamente dividido: Israel, ao norte, e Judá, incluindo Jerusalém, ao sul.  Em 721, a Assíria assumiu o controle de Israel. Por volta de 586, Judá caiu sob o domínio dos babilônios, e nesse período Jerusalém foi destruída. Seus habitantes foram levados cativos para Babilônia, onde começaram a escrever sua história, no que viria a ser a Torá e os primeiros livros da Bíblia. Em 538, quando a Babilônia foi conquistada pelos persas, os judeus receberam permissão para retornar a Jerusalém, onde os fundamentos religiosos e políticos do judaísmo foram estabelecidos. Alguns Judeus decidiram permanecer na...

Império Sassânida

Estabelecido por Ardacher I em 224 d.C., o Império Sassânida é considerado um dos períodos mais importantes e influentes da história iraniana. Foi o momento em que a antiga cultura persa (anterior às conquistas muçulmanas) atingiu o apogeu.   A corte sassânida, sediada na cidade de Ctesifonte, tornou-se o centro de uma cultura brilhante em que os sábios estudavam astronomia, artes, medicina e filosofia, e as pessoas viam em passatempos como jogos de xadrez e polo . A arte sassânida influenciou fortemente a arte islâmica, e seu impacto foi sentido na China, na Ásia central e na Europa ocidental. Os sassânidas também se tornaram famosos por suas esculturas em pedra.   A consolidação do império, que se estendia do deserto sírio até o nordeste da Índia, provocou guerras constantes, sobretudo com romanos, hunos, turcos e bizantinos. Durante a conquista de Armênia, o rei Sapor I (240/42-272 d.C.) ficou famoso por sua vitória na Batalha de Edessa , em 260, e pelo aprisionam...

O Império Parta

Após o período em que foi controlado por macedônios e gregos (conhecido como Império Selêucida), o Irã caiu em 247 sob o domínio da Pártia, um pequeno reino no Nordeste da Pérsia. Ao longo séculos seguintes, os partas construíram um império (também conhecido como dinastia arsácida), que em seu apogeu se estendia das margens do Eufrates até as do Indo. Situado na Rota da Seda, que ligava a China ao Império Romano, o Império Parta se tornou um polo comercial.  Entre os governantes partas se destacam Mitridates I (c, 171-138) , que se espelhava no grande imperador Dario I, e os poderosos reis Mitridates II (c. 123-88) e Fraates III (c. 70-57) . Os partas eram cavaleiro e guerreiros notavelmente hábeis - os arqueiros conseguiam deferir flechadas enquanto cavalgava (técnica conhecida como "disparo parta"), o que lhes dava grande vantagem nos campos de batalha.  O Império Parta adotava uma mistura de culturas - persa, grega e regional -, embora a corte arsácida, que retiver...

O Império Aquemênida

Em 559, um jovem rei chamado Ciro II (o Grande) chegou ao poder na Pérsia. Ao longo da década seguinte, construiu um império que chegou a dominar um quinto da população mundial. Essa dinastia de reis persas foi chamada de Aquemênida, em homenagem a Aquêmenes, o fundador da dinastia.   Por volta de 549, Ciro mobilizou seu povo e conquistou as terras dos medos, que habitavam o Norte do Irã e controlavam a Pérsia, obtendo a Assíria nesse processo. Dois anos depois, os poderosos exércitos de Ciro dominaram as cidades jônicas da Ásia Menor e, em 539, capturaram a Babilônia e a Palestina - para onde Ciro permitiu que os judeus exilados voltassem e reconstruíssem seu Templo em Jerusalém. Pouco antes de morrer, em 529, ele já haviam expandido seu império até as fronteiras da Índia.  Na época do rei Dario I (522-486), as fronteiras da Pérsia incluíam o Egito e se estendiam do Norte da Índia, a leste, até a Turquia, a oeste, colocando a Pérsia em pé de igualdade com a Assíria, o ...