Importante e politicamente poderoso, o Império Maurya (c. 321-185) foi o primeiro exemplo de um sistema de Estados no subcontinente indiano. Foi fundado por Chandragupta Maurya, que conquistou o Reino de Nanda, no Nordeste da índia, e, em 305, assumiu o controle de algumas províncias do Afeganistão e de grande parte do atual Paquistão, após uma vitória sobre Seleukos, ex-general de Alexandre, o Grande.
O filho de Maurya dominou a maior parte do Sul da índia, e seu neto, Asoka, após conquistar o pequeno Reino de Kalinga, dedicou boa parte do seu reinado a promover o budismo. Após a morte de Asoka, em 232, o império se fragmentou em pequenos reinos,como os principados gregos do Punjab, em 170, e, em 50 d.C.. o Império Kushana, no Norte da Índia. Este último acabou se tornando vassalo do Império Sassânida em 240 d.C.
Em 320 d.C., Chandragupta I, governante do Reino de Magadha, aumentou seu império, que, sob os reis guptas subsequentes, cresceu até englobar a maior parte da Índia. A dinastia Gupta é frequentemente chamada de "Era de Ouro da Índia", pois foi um longo período em que a arte, a arquitetura e a literatura floresceram em um ambiente de paz e prosperidade. Templos e palácios deslumbrantes foram construídos e surgiu uma notável literatura em sâncrito, como as histórias épicas do Mahabharata e do Ramayana, fundamentais para o desenvolvimento do hinduísmo e até hoje recontadas e reencenadas no sudoeste da Ásia. Os guptas, ao que tudo indica, são também responsáveis pelo desenvolvimento do bramanismo como conceito teológico.
Além disso, os guptas inventaram o método de escrever números que é erroneamente chamado de arábico - os árabes apenas o repassaram aos europeus -, o sistema numérico decimal e o conceito de zero. O Império Gupta acabou ruindo no século VI, em grande parte devido às invasões dos hunos, originários da Ásia Central.
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