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O Império Romano

A implantação do império trouxe paz e estabilidade a Roma. Milhares de soldados romanos guardavam suas fronteiras, enquanto imperadores e administradores construíam estradas e grandes cidades, servidas por elaborados sistemas de água e esgoto. O sistema jurídico e administrativo e um idioma comum (latim no Oeste e, mais tarde, grego no Leste) mantinham a unidade territorial. O comércio e a influência de Roma iam muito além das fronteiras do império, alcançado a Índia, a Rússia, a Ásia e, através da Rota da Seda, a China.  Os imperadores romanos diferiam em capacidade. Cláudio (41-54) conquistou a Grã-Bretanha em 43; Nero (54-68) foi um tirano cruel, que ordenou a queima de cristãos. Trajano (98-117) expandiu o império até seu tamanho máximo; Adriano (117-138) limitou uma expansão maior, construindo uma muralha com seu nome, no Norte da Grã-Bretanha. Em 286, com propósitos administrativos, o imperador Diocleciano dividiu o império em duas partes: a oriental e a ocidental (que de...
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A República Romana

No ano 509, os nobres de Roma transformaram o reino em uma república governada por dois cônsules eleitos por um senado. A civilização que surgiria dessa antiga cidade - suas realizações culturais, linguísticas e tecnológicas - duraria por mais de mil anos e, a certa altura, incluiria grande parte da Europa, o Norte da África e o Oriente Médio. Nos séculos que se seguiram a 509, Roma foi se tornando mais poderosa. Em 272, após derrotar os etruscos, os samnitas e os colonos gregos da Itália (e de construir a Via Ápia, uma de suas estradas mais famosas), assegurou o domínio da península Itálica. Conflitos com Cartago deflagraram as Guerras Púnicas (267-146), nas quais despontou o general cartaginês Aníbal. Em 146, entretanto, os romanos destruíram Cartago e se apoderaram de diversos territórios da Sicília, Espanha e do Norte da África. Depois, com as quatro Guerras Macedônicas, estenderam seu poder até a Macedônia, Grécia e partes da Anatólia. Porém, os poderosos partas, na Pérsia,...

Alexandre, o Grande e o Período Helenista

Em 339, a conquista da Grécia por Filipe II, a Macedônia (um reino vizinho governado por uma aristocracia militar), marcou o início do que iria se tornar o Período Helenista da Grécia ( c. 323-30). Soldado excepcional, Filipe II revolucionou as operações militares na Grécia mediante a utilização da cavalaria e de técnicas de cerco (usadas somente pela Assíria). Filipe foi assassinado em 336, e seu sonho de conquistar o Império Persa continuou com seu filho de 21 anos, Alexandre III - aluno de Aristóteles, o grande filosófico macedônio -, que mais tarde seria conhecido como Alexandre, o Grande. Herdando o excelente exército de seu pai, Alexandre iniciou uma campanha que durou 11 anos, e criou o maior império que o mundo já conheceu, firmando-se como um dos maiores gênios militares da história.  Após assumir o trono, invadiu a Pérsia e derrotou o rei Dario na Batalha de Isso, em 333 (libertando as cidades gregas Anatólia). Depois controlou a Síria, destruiu a cidade fenícia de T...

A Grécia Antiga e o Nascimento da Democracia

Os anos obscuros que se seguiram à queda da civilização miceniana acabaram levando ao surgimento de poderosas cidades-estados na Grécia. As realizações científicas e culturais da Grécia antiga iriam se difundir por um vasto território, influenciando profundamente o Império Romano e a civilização ocidental. No início de 730 a.C., as cidades gregas começaram a se desenvolver, assim como seu comércio marítimo e a produção agrícola. Isso foi propiciado, em parte, pelo Império Assírio, cada vez mais poderoso e ávido por produtos importados. Foi assim que as cidades gregas se transformaram em cidades-estado, com Atenas, Esparta, Corinto e Tebas despontando como as mais poderosas no Período Arcaico (650-480). Frequentemente em guerra, essas cidades-estado se encontravam pacificamente de quatro em quatro anos no mais prestigioso evento esportivo na Grécia: os Jogos Olímpicos. O aumento do comércio deu origem a um sistema flexível de escrita (que adaptou e aprimorou o alfabeto fenício) e...

Os Etruscos e a Fundação de Roma

Os etruscos eram habitantes da antiga Etrúria (que corresponde de forma aproximada à moderna Toscana, na Itália), cujas cidade-estado formava uma frouxa aliança. A cultura etrusca se desenvolveu na Itália a partir de 800 a.C. Nos séculos VI e VII a.C., os etruscos dominavam grande parte da Itália central. A origem dos etruscos permanece um mistério. Uma das teorias é que eles vieram da Ásia, em seguida ao colapso do Império Hitita. Os etruscos utilizavam um alfabeto derivado do grego, mas seu idioma ainda não foi decifrado. Ricos vestígios arqueológicos, no entanto, testemunham uma forte tradição artística, que incluía impressionantes trabalhos em bronze e esculturas figurativas. Sua arte e arquitetura tiveram grande influência sobre Roma. Foram o primeiro povo a construir cidades inteiras com traçado ortogonal, e suas mulheres participavam livremente da vida pública. Eram também conhecidos por seu poder naval.  No final do século VI a.C., no entanto, os etruscos acabaram ex...

As Dinastias Chin e Han da China e Confúcio

Entre 485 e 221, a China encontrava-se dividida em diversos reinos e Estados, entre eles o de Zhou, que competiam entre si. Nesse, contexto, surgiu o Reino de Chin (do qual se deriva o nome China), que em 221 formou o primeiro império unido da china.  O imperador Chin instituiu uma rígida forma de governo, e estabeleceu um sistema unificado de escrita, pesos e medidas. Preocupado com as tribos errantes do Norte, mandou edificar a Grande Muralha da China (interligando muralhas defensivas anteriores) e ordenou a confecção de estátuas em tamanho natural de todo um exército, o que se tonou conhecido como "o Exército de Terracota". A dinastia Chin só existiu até o ano 207, mas durante seu breve governo estabeleceu as fronteiras aproximadas e os sistemas administrativos básicos da China moderna.  A dinastia Han, que durou muito tempo (206 a.C. - 220), consolidou firmemente a cultura chinesa (de modo que han se tornou a palavra chinesa para pessoas dessa etnia), As artes cênica...

Os Impérios Maurya e Gupta e a Era Dourada da Índia

Importante e politicamente poderoso, o Império Maurya (c. 321-185) foi o primeiro exemplo de um sistema de Estados no subcontinente indiano. Foi fundado por Chandragupta Maurya, que conquistou o Reino de Nanda, no Nordeste da índia, e, em 305, assumiu o controle de algumas províncias do Afeganistão e de grande parte do atual Paquistão, após uma vitória sobre Seleukos, ex-general de Alexandre, o Grande.  O filho de Maurya dominou a maior parte do Sul da índia, e seu neto, Asoka, após conquistar o pequeno Reino de Kalinga, dedicou boa parte do seu reinado a promover o budismo. Após a morte de Asoka, em 232, o império se fragmentou em pequenos reinos,como os principados gregos do Punjab, em 170, e, em 50 d.C.. o Império Kushana, no Norte da Índia. Este último acabou se tornando vassalo do Império Sassânida em 240 d.C.  Em 320 d.C., Chandragupta I, governante do Reino de Magadha, aumentou seu império, que, sob os reis guptas subsequentes, cresceu até englobar a maior parte d...