Após o período em que foi controlado por macedônios e gregos (conhecido como Império Selêucida), o Irã caiu em 247 sob o domínio da Pártia, um pequeno reino no Nordeste da Pérsia. Ao longo séculos seguintes, os partas construíram um império (também conhecido como dinastia arsácida), que em seu apogeu se estendia das margens do Eufrates até as do Indo. Situado na Rota da Seda, que ligava a China ao Império Romano, o Império Parta se tornou um polo comercial.
Entre os governantes partas se destacam Mitridates I (c, 171-138), que se espelhava no grande imperador Dario I, e os poderosos reis Mitridates II (c. 123-88) e Fraates III (c. 70-57). Os partas eram cavaleiro e guerreiros notavelmente hábeis - os arqueiros conseguiam deferir flechadas enquanto cavalgava (técnica conhecida como "disparo parta"), o que lhes dava grande vantagem nos campos de batalha.
O Império Parta adotava uma mistura de culturas - persa, grega e regional -, embora a corte arsácida, que retivera muitas influências gregas, acabasse reincorporando gradativamente as tradições iranianas. Ao se expandir para oeste, a Pártia entrou em conflito com Roma, inicialmente pelo controle da Armênia. No ano 53, na Batalha de Carras, os partas infligiram uma retumbante derrota a Marcus Licinius Crassus, no que foi considerado um dos maiores desastres militares da história de Roma: um exército romano de 44 mil soldados foi posto em fuga, e apenas 10 mil escaparam com vida. Essa batalha encerrou de maneira definitiva as ambições de Roma a leste. Nas guerras entre romanos e partas que se seguiram (66 a.C.-217), alguns imperadores romanos invadiram a região, chegando em uma ocasião a tomar Ctesifonte, a capital da Pártia.*
Por fim, a instabilidade do país e as guerras entre seus próprios dirigentes provocaram o colapso do império, que em 224 d.C. foi conquistado pelos persas, comandados por Ardacher I, um senhor da guerra oriundo da província de Fars, no atual Irã, e fundador da dinastia sassânida.
*Devolvida um ano depois em um acordo de paz. (N.T.)

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