Em 339, a conquista da Grécia por Filipe II, a Macedônia (um reino vizinho governado por uma aristocracia militar), marcou o início do que iria se tornar o Período Helenista da Grécia (c. 323-30).
Soldado excepcional, Filipe II revolucionou as operações militares na Grécia mediante a utilização da cavalaria e de técnicas de cerco (usadas somente pela Assíria). Filipe foi assassinado em 336, e seu sonho de conquistar o Império Persa continuou com seu filho de 21 anos, Alexandre III - aluno de Aristóteles, o grande filosófico macedônio -, que mais tarde seria conhecido como Alexandre, o Grande. Herdando o excelente exército de seu pai, Alexandre iniciou uma campanha que durou 11 anos, e criou o maior império que o mundo já conheceu, firmando-se como um dos maiores gênios militares da história.
Após assumir o trono, invadiu a Pérsia e derrotou o rei Dario na Batalha de Isso, em 333 (libertando as cidades gregas Anatólia). Depois controlou a Síria, destruiu a cidade fenícia de Tiro e conquistou terras longínquas, como o Egito e o noroeste da índia. O idioma e a cultura gregas se difundiram simultaneamente nesses vastos territórios. No Egito, Alexandria (fundada por Alexandre em 332) e Antioquia, na Síria, transformaram-se em dois grandes centros de difusão da cultura helênica, enquanto a influência das cidades-estado gregas entrava em declínio.
Após sua morte, em 323, grande parte do império foi dividida em reinos, cada um governado por um general macedônio, entre eles Ptolomeu (que governou de 323 a 285), cuja dinastia no Egito durou quase 300 anos, até o país ser anexado por Roma no ano 30 d.C., e Seleuco (que governou de 312 a 281), cujos descendentes governaram da Trácia às fronteiras da índia até meados do século II a.C., quando foram expulsos pelos partas.

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