A implantação do império trouxe paz e estabilidade a Roma. Milhares de soldados romanos guardavam suas fronteiras, enquanto imperadores e administradores construíam estradas e grandes cidades, servidas por elaborados sistemas de água e esgoto. O sistema jurídico e administrativo e um idioma comum (latim no Oeste e, mais tarde, grego no Leste) mantinham a unidade territorial. O comércio e a influência de Roma iam muito além das fronteiras do império, alcançado a Índia, a Rússia, a Ásia e, através da Rota da Seda, a China.
Os imperadores romanos diferiam em capacidade. Cláudio (41-54) conquistou a Grã-Bretanha em 43; Nero (54-68) foi um tirano cruel, que ordenou a queima de cristãos. Trajano (98-117) expandiu o império até seu tamanho máximo; Adriano (117-138) limitou uma expansão maior, construindo uma muralha com seu nome, no Norte da Grã-Bretanha. Em 286, com propósitos administrativos, o imperador Diocleciano dividiu o império em duas partes: a oriental e a ocidental (que deveriam, porém, ser consideradas como partes de um todo indivisível). Em 324, o imperador Constantino reunificou o império, estabeleceu a cidade de Bizâncio como sua capital e a renomeou como Constantinopla, fundada assim o Império Bizantino.
No final, o próprio tamanho do império acarretou sua queda. A partir do ano 180, Roma entrou em um período de instabilidade, e suas tropas começaram a enfrentar uma crescente oposição na Europa e na Ásia (notavelmente em 260, quando o Império Sassânida derrotou e aprisionou o imperador Valeriano na Batalha de Edessa). Em 396, o império foi novamente dividido em dois, com a metade leste cada vez mais enfraquecida por batalhas contra invasores oriundos da Europa central. No século V, tribos germânicas cruzaram o rio Reno e penetraram o império, saqueando Roma três vezes. O Império Romano do Ocidente desmoronou finalmente em 476, em seguida à abdicação de Rômulo Augusto, último imperador romano.

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