Por volta do ano 30, um carpinteiro judeu chamado Jesus, que vivia na Galileia, situada na Palestina judia (então província romana), começou a pregar sobre Deus, a quem todos deveriam obedecer. Seus ensinamentos se tornaram populares, e Jesus logo conseguiu muitos seguidores (12 dos quais, conhecido como apóstolos, escolheu para difundir sua mensagem).
Jesus falava de um deus compassivo e misericordioso, um deus de todos os homens e raças, para quem os princípios da caridade, da humildade e da sinceridade superavam os das cerimônias rituais.
Seus ensinamentos o colocaram em conflito com as autoridades, que o viam como um subversivo político e social. Em Jerusalém, foi condenado à morte pelo Sinédrio, a mais alta corte judia, que o levou até Pôncio Pilatos, o governador romano, que determinou que Jesus fosse crucificado. Três dias após a crucificação, os seguidores de Jesus anunciaram que ele ressucitara, o que justificou a crença de que ele era o Messias, ou Cristo ("O Ungido", em grego).
Ao longo dos dois séculos seguintes, seus ensinamentos, consagrados nos quatro evangelhos do Novo Testamento, se propagaram no mundo romano. Esse processo foi impulsionado em grande parte pelos textos de um antigo fabricante de tendas da ásia Menor, mais tarde conhecido como São Paulo, que escreveu 13 dos 27 livros do Novo Testamento. Os imperadores romanos tentaram erradicar aquele novo e perigoso culto com perseguições generalizadas - principalmente sob governo de Décio, em 250, e de Diocleciano, em 303-11.
Mas foi em vão. Por fim, em 313, o imperador Constantino promulgou um decreto de tolerância ao cristianismo. E a partir de 324 iniciou um processo para transformar o cristianismo na religião oficial do Império Romano (terminado em 381, no Concílio de Constantinopla). Subsequentemente, o cristianismo se difundiu na Europa e em outros continentes, tornando-se uma importante influência na formação da civilização ocidental.

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