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Mostrando postagens de setembro 3, 2018

A Era Cartaginesa

A cidade de Cartago, situada na costa da atual Tunísia e fundada pelos fenícios em 814, cresceu rapidamente e se tornou uma das maiores cidades da costa norte-africana. Sua fundação é a base de várias lendas, em particular a que inspirou o poeta romano Virgílio em sua obra Eneida , na qual a rainha Dido, após fugir da cidade fenícia de Tiro, funda Cartago.  Por volta de 600, Cartago se libertou do controle fenício e tronou-se um importante centro mercantil, ligando o interior africano com o mundo mediterrâneo. Sua riqueza se baseava na navegação e no comércio, além da exploração de minas de prata no Norte da África e Sul da Espanha.  Os interesses de Cartago no Norte da África,na Espanha e na Sicília (onde estabeleceu colônias) acabaram lhe acarretando conflitos, primeiro com a Grécia, no século V, e depois com Roma, nas Guerras Púnicas, que se iniciaram em 264. Na segunda Guerra Púnica (218-201) o exército de Cartago foi liderado pelo comandante da Espanha, Aníbal, qu...

O Reino de Cuche

O Reino de Cuche - o Estado africano mais importante da Antiguidade depois do Egito - surgiu nas terras altas da Núbia (hoje sudão) e adquiriu tanto poder que dominou o Antigo Egito por mais de 100 anos. Aproximadamente a partir do ano 2000, o reino foi em grande parte dominado pelo Egito, o vizinho do Nordeste, o que não impediu os cuchitas de desenvolver uma cultura rica e própria. Por volta do ano 1000, com o enfraquecimento da influência egípcia, os governantes cuchitas conseguiram uma nova independência nominal, e por volta de 800 surgiu um novo Reino de Cuche, com capital em Napata. Em 715, os cuchitas, sob liderança dos reis Piye e Shabaka (Sabá), conquistaram o Egito e derrubaram a dinastia egípcia reinante. Até 654 eles governaram o país como faraós, possivelmente a partir de Mênfis, sua nova capital. Então, uma invasão assíria lhes forçou a retirada para Cuche.  A civilização cuchita, entretanto, continuou a prosperar. Por volta de 591, a capital do país foi transfe...

O Nascimento do Cristianismo

Por volta do ano 30, um carpinteiro judeu chamado Jesus, que vivia na Galileia, situada na Palestina judia (então província romana), começou a pregar sobre Deus, a quem todos deveriam obedecer. Seus ensinamentos se tornaram populares, e Jesus logo conseguiu muitos seguidores (12 dos quais, conhecido como apóstolos, escolheu para difundir sua mensagem). Jesus falava de um deus compassivo e misericordioso, um deus de todos os homens e raças, para quem os princípios da caridade, da humildade e da sinceridade superavam os das cerimônias rituais.  Seus ensinamentos o colocaram em conflito com as autoridades, que o viam como um subversivo político e social. Em Jerusalém, foi condenado à morte pelo Sinédrio, a mais alta corte judia, que o levou até Pôncio Pilatos, o governador romano, que determinou que Jesus fosse crucificado. Três dias após a crucificação, os seguidores de Jesus anunciaram que ele ressucitara, o que justificou a crença de que ele era o Messias, ou Cristo ("O Ungi...

Os Hebreus

Os hebreus eram nômades semitas que emigraram para Canaã vindos do leste, no final do segundo milênio a.C. Após derrotar os filisteus ("Povos do Mar" que se estabeleceram na costa da Palestina), o rei Davi (1006-962), com a ajuda do rei fenício Hiram, de Tiro, constituiu uma Palestina unificada, tendo Jerusalém como capital religiosa e política. Após 930, no entanto, o país foi novamente dividido: Israel, ao norte, e Judá, incluindo Jerusalém, ao sul.  Em 721, a Assíria assumiu o controle de Israel. Por volta de 586, Judá caiu sob o domínio dos babilônios, e nesse período Jerusalém foi destruída. Seus habitantes foram levados cativos para Babilônia, onde começaram a escrever sua história, no que viria a ser a Torá e os primeiros livros da Bíblia. Em 538, quando a Babilônia foi conquistada pelos persas, os judeus receberam permissão para retornar a Jerusalém, onde os fundamentos religiosos e políticos do judaísmo foram estabelecidos. Alguns Judeus decidiram permanecer na...

Império Sassânida

Estabelecido por Ardacher I em 224 d.C., o Império Sassânida é considerado um dos períodos mais importantes e influentes da história iraniana. Foi o momento em que a antiga cultura persa (anterior às conquistas muçulmanas) atingiu o apogeu.   A corte sassânida, sediada na cidade de Ctesifonte, tornou-se o centro de uma cultura brilhante em que os sábios estudavam astronomia, artes, medicina e filosofia, e as pessoas viam em passatempos como jogos de xadrez e polo . A arte sassânida influenciou fortemente a arte islâmica, e seu impacto foi sentido na China, na Ásia central e na Europa ocidental. Os sassânidas também se tornaram famosos por suas esculturas em pedra.   A consolidação do império, que se estendia do deserto sírio até o nordeste da Índia, provocou guerras constantes, sobretudo com romanos, hunos, turcos e bizantinos. Durante a conquista de Armênia, o rei Sapor I (240/42-272 d.C.) ficou famoso por sua vitória na Batalha de Edessa , em 260, e pelo aprisionam...

O Império Parta

Após o período em que foi controlado por macedônios e gregos (conhecido como Império Selêucida), o Irã caiu em 247 sob o domínio da Pártia, um pequeno reino no Nordeste da Pérsia. Ao longo séculos seguintes, os partas construíram um império (também conhecido como dinastia arsácida), que em seu apogeu se estendia das margens do Eufrates até as do Indo. Situado na Rota da Seda, que ligava a China ao Império Romano, o Império Parta se tornou um polo comercial.  Entre os governantes partas se destacam Mitridates I (c, 171-138) , que se espelhava no grande imperador Dario I, e os poderosos reis Mitridates II (c. 123-88) e Fraates III (c. 70-57) . Os partas eram cavaleiro e guerreiros notavelmente hábeis - os arqueiros conseguiam deferir flechadas enquanto cavalgava (técnica conhecida como "disparo parta"), o que lhes dava grande vantagem nos campos de batalha.  O Império Parta adotava uma mistura de culturas - persa, grega e regional -, embora a corte arsácida, que retiver...

O Império Aquemênida

Em 559, um jovem rei chamado Ciro II (o Grande) chegou ao poder na Pérsia. Ao longo da década seguinte, construiu um império que chegou a dominar um quinto da população mundial. Essa dinastia de reis persas foi chamada de Aquemênida, em homenagem a Aquêmenes, o fundador da dinastia.   Por volta de 549, Ciro mobilizou seu povo e conquistou as terras dos medos, que habitavam o Norte do Irã e controlavam a Pérsia, obtendo a Assíria nesse processo. Dois anos depois, os poderosos exércitos de Ciro dominaram as cidades jônicas da Ásia Menor e, em 539, capturaram a Babilônia e a Palestina - para onde Ciro permitiu que os judeus exilados voltassem e reconstruíssem seu Templo em Jerusalém. Pouco antes de morrer, em 529, ele já haviam expandido seu império até as fronteiras da Índia.  Na época do rei Dario I (522-486), as fronteiras da Pérsia incluíam o Egito e se estendiam do Norte da Índia, a leste, até a Turquia, a oeste, colocando a Pérsia em pé de igualdade com a Assíria, o ...