No ano 509, os nobres de Roma transformaram o reino em uma república governada por dois cônsules eleitos por um senado. A civilização que surgiria dessa antiga cidade - suas realizações culturais, linguísticas e tecnológicas - duraria por mais de mil anos e, a certa altura, incluiria grande parte da Europa, o Norte da África e o Oriente Médio.
Nos séculos que se seguiram a 509, Roma foi se tornando mais poderosa. Em 272, após derrotar os etruscos, os samnitas e os colonos gregos da Itália (e de construir a Via Ápia, uma de suas estradas mais famosas), assegurou o domínio da península Itálica. Conflitos com Cartago deflagraram as Guerras Púnicas (267-146), nas quais despontou o general cartaginês Aníbal. Em 146, entretanto, os romanos destruíram Cartago e se apoderaram de diversos territórios da Sicília, Espanha e do Norte da África. Depois, com as quatro Guerras Macedônicas, estenderam seu poder até a Macedônia, Grécia e partes da Anatólia. Porém, os poderosos partas, na Pérsia, bloquearam sua expansão a leste.
Entre 58 e 50, o general romano Júlio César conquistou toda a Gália. Seus sucessos militares residiam menos em sua cavalaria e armamentos que em suas táticas, disciplina e engenharia militar. Após um período de guerra civil em Roma, César declarou-se ditador vitalício da república. A reação dos senadores foi esfaqueá-lo publicamento até a morte, em 44. Tal fato deu início a um acirramento da briga pelo poder, até que Otaviano, filho adotivo de Júlio Cesár, derrotou o general Marco Antônio e a rainha Cleópatra na Batalha de Áccio, em 31 (anexando o Egito). Em 27, Otaviano forçou o Senado a agraciá-lo com um novo nome, Augusto - que significa majestoso, venerável. Com a república agora morta, Augusto governou Roma (27 a.C. -14 d.C) como seu primeiro imperador.

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