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A Grécia Antiga e o Nascimento da Democracia


Os anos obscuros que se seguiram à queda da civilização miceniana acabaram levando ao surgimento de poderosas cidades-estados na Grécia. As realizações científicas e culturais da Grécia antiga iriam se difundir por um vasto território, influenciando profundamente o Império Romano e a civilização ocidental.
No início de 730 a.C., as cidades gregas começaram a se desenvolver, assim como seu comércio marítimo e a produção agrícola. Isso foi propiciado, em parte, pelo Império Assírio, cada vez mais poderoso e ávido por produtos importados.
Foi assim que as cidades gregas se transformaram em cidades-estado, com Atenas, Esparta, Corinto e Tebas despontando como as mais poderosas no Período Arcaico (650-480). Frequentemente em guerra, essas cidades-estado se encontravam pacificamente de quatro em quatro anos no mais prestigioso evento esportivo na Grécia: os Jogos Olímpicos.

O aumento do comércio deu origem a um sistema flexível de escrita (que adaptou e aprimorou o alfabeto fenício) e a uma alfabetização generalizada. O Período Arcaico da Grécia assistiu à criação dos poemas épicos de Homero, Ilíada e Odisseia, ao desenvolvimento da teoria matemática de Pitágoras e ao estabelecimento de colônias gregas e centros de comércio em terras distantes, como o Egito, Bizâncio e Siracusa, na Sicília.
O Período Clássico (c. 480-336) é conhecido com a época mais importante da história grega. Constituída por algumas centenas de cidades-estado, a Grécia era governada pela mais poderosas delas, Atenas. Durante esse período, os gregos repeliram as tentativas dos persas de anexar seu território, como na famosa Batalha de Maratona, no ano 490. Em celebração à vitória grega foi construído o Partenon. No século V, Atenas repeliu com sucesso uma invasão espartana; em seguida, em uma tentativa de evitar um governo tirânico por parte de ricos proprietários de terra da região, a população ateniense instituiu a primeira democracia do mundo (a palavra democracia vem do grego demokratía, "governo do povo"), na qual todos os cidadãos tinham direitos iguais - exceto mulheres, escravos, crianças e estrangeiro, que perfaziam 85 a 90% da população.
 A Guerra do Peloponeso, travada entre Atenas e Esparta de 431 a 404, terminou com a vitória de Esparta, que se tornou a força dominante na região. Atenas jamais recuperou sua antiga prosperidade. No ano 411, a democracia ateniense foi derrubada. 

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