Os hebreus eram nômades semitas que emigraram para Canaã vindos do leste, no final do segundo milênio a.C. Após derrotar os filisteus ("Povos do Mar" que se estabeleceram na costa da Palestina), o rei Davi (1006-962), com a ajuda do rei fenício Hiram, de Tiro, constituiu uma Palestina unificada, tendo Jerusalém como capital religiosa e política. Após 930, no entanto, o país foi novamente dividido: Israel, ao norte, e Judá, incluindo Jerusalém, ao sul.
Em 721, a Assíria assumiu o controle de Israel. Por volta de 586, Judá caiu sob o domínio dos babilônios, e nesse período Jerusalém foi destruída. Seus habitantes foram levados cativos para Babilônia, onde começaram a escrever sua história, no que viria a ser a Torá e os primeiros livros da Bíblia.
Em 538, quando a Babilônia foi conquistada pelos persas, os judeus receberam permissão para retornar a Jerusalém, onde os fundamentos religiosos e políticos do judaísmo foram estabelecidos. Alguns Judeus decidiram permanecer na Babilônia, formando assim a primeira diáspora judia.
A essa altura, os judeus haviam desenvolvido forte senso de identidade como o povo escolhido por Deus Todo-Poderoso, o "Deus único e verdadeiro" que, conforme as Escrituras, apareceu para o pastor Abraão na primeira metade do segundo milênio a.C.
Essa adoração a um único deus, conhecida como monoteísmo, influenciaria o cristianismo e o islamismo, que também partilham o mesmo ancestral: Abraão. Na Bíblia Jesus é descendente de Abraão, enquanto na tradição muçulmana Abraão é o "Pai dos Profetas" e antepassado dos povos árabes e judeu.
Em 33, Alexandre, o Grande conquistou a Palestina. A partir de então a região teve diversos governos, entre eles os impérios romano, sassânida e bizantino. A presença dos judeus foi diminuindo na região, enquanto na Galileia se tornava o principal centro da religião judaica. No ano 636, os árabes conquistaram a Palestina, que permaneceu sob o controle muçulmano por 1.300 anos.

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