A civilização minoica, que surgiu na ilha de Creta entre 3000 e 1450, foi a primeira civilização a emergir na Europa (e a primeira no mundo a não se desenvolver na planície de inundação de um rio). Os minoicos deixaram um legado de grandes palácios, cerâmicas finas e utensílios de ouro e bronze. As lendas gregas falam de uma terra dourada e perdida chamada Minoa.
Em sua ilha montonhosa, os minoicos cultivavam azeitonas, trigos e uvas, criavam carneiros nos pastos das montanhas e pescavam. Grande parte da produção era exportada para terras distantes, como Egito, Síria e Chipre. Por volta do ano 2000, as riquezas geradas por esse intenso comércio propiciaram o desenvolvimento de cidades e portos, dominados pelos magníficos palácios de Cnossos, Malia, Festos e Zakros. O maior deles, o de Cnossos, foi descoberto em 1900 pelo arqueólogo inglês Arthur Evans (antes, nada se conhecia sobre a civilização minoica).
Os minoicos aparecem em algumas lendas gregas, entre elas a do Minotauro (o touro era um animal sagrado para os minoicos). Esse povo também desenvolveu escrita baseada em símbolos silábicos, ainda não decifrada, conhecia como linear A.
Por volta de 1700, quase todos os palácios minoicos haviam sido destruídos pelo fogo, como resultado de guerras ou terremotos, mas logo foram reconstruídos. Posteriormente, os minoicos começaram a produzir cerâmicas e afrescos de excelente qualidade. Em torno de 1500, uma enorme erupção vulcânica na ilha de Thera (hoje Santorini) produziu um maremoto que devastou mais uma vez as cidades e os palácios minoicos, destruindo a maioria de seus barcos. Porém tudo foi reparado, e Creta permaneceu próspera por muitos anos. A civilização minoica chegou ao fim aproximadamente em 1450, quando os micenianos assumiram o controle do mar Egeu.

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